Caminhando
Wednesday, March 3, 2021
Sentir....
O problema dos sentimentos é que eles não seguem leis; padrões... E portanto, parecem rebeldes. Já a razão... A razão sem sentimentos empobrece o ser humano que segue para sua própria prisão de hipocrisias.
Sunday, October 18, 2020
Eu! Um ser falho
O que é o CERTO a fazer?
Toda uma vida, não me tornará apta a responder este questionamento de uma existência.
Passamos parte de nossas vidas, tentando fazer o que parece ser o melhor... Tomamos decisões embasadas naquilo que acreditamos ser o correto para todos... Inclusive em detrimento de nós mesmos. Nossa satisfação é plena, diante de nossas renúncias para o bem comum. Mesmo nos sentindo prejudicados, renunciamos por acreditar que outros serão beneficiados e esta certeza é nosso consolo para prosseguir sem arrependimentos ou tristezas. Fiz o melhor pra todos. Este se torna nosso mantra para viver bem com aquilo que acreditamos ser nosso dever. Minha vida, se resume em abrir mão e recomeçar. Abrir mão pelo bem comum e recomeçar, pois não existe outra alternativa. E assim, seguimos, até orgulhosos de nosso gesto autruista. Mas, ninguém vem nos dizer que esse gesto nós trará dissabores e até mágoas futuras. Por acreditarmos que estamos corretos em nossas escolhas, seguimos, esperando que tudo siga seu curso de forma tranquila, aguardando que o futuro nós beneficie com os louros de nosso sacrifício. Mas eis que a vida vem e mostra que as lágrimas, renúncias, sacrifícios e solidão não serão postos na balança e seremos cobrados por fazer o esperado; o que parecia correto... E acabamos pagando um preço alto demais. Nossa alma vai se entristecendo de uma forma que passamos a duvidar de tudo, inclusive de nós mesmos. De nossa capacidade de distinguir o certo do CERTO... Porque não posso crer, que estivesse certa e pudesse estar sendo tão ferida, de forma gradativa e contínua.
Friday, January 10, 2020
Só questionamentos
Qual o maior bem de um ser humano?
- A vida! Simples assim... Sem titubeios. A vida nasce de um milagre repetido em cada parte deste planeta, diariamente. Sendo a vida tão importante! Quem a tira, seria o que? Um monstro cruel, quem sabe, Satã encarnado... Uma mão que apunhala, merece receber a flor do perdão? Merece por acaso o perdão, aquele homem que num momento planejado ou impensado, calou uma voz? Pra onde se encaminham as almas assassinadas? E as assassinas? Todo questionamento traz outro e outro, nos levando a resposta nenhuma. Mas uma coisa é certa! Ninguém em tempo algum, pode se sentir um Deus para que decida sobre a vida de um semelhante. Mas contudo, diante do valor da vida e se eu desrespeitar o mandamento que é de Deus e do homem? Não matarás! E aquele que matou? Ele merece pela mão de outro assassino, ser morto, tendo por sua vez, este novo assassino ser morto pela mão de outro?... E quando isso acabará? Quando nenhuma mão terrena houver? As questões são infinitas. Há quem seja contra mortes seguidas, em nome da vida. Deixemos que a justiça seja feita... A justiça humana é tão falha como qualquer humano. Mas se houve o cumprimento da pena proferida, a vida tirada não devolvida, merece que a vida vivida, seja em seu nome sacrificada até que seja sua vez de cerrar os olhos? Não se pode ter uma segunda chance? Mas e aquela história que todo mundo merece uma segunda chance? Ah sim! Mas desde que... Desde que não nos sentimos afrontados. Como ver um aperto de mãos, entre aquele que desferiu o golpe e um cidadão de bem? Quem matou, não merece estar entre aqueles que gritaram, atirem na masmorra e jogue fora a chave, para que apodreça numa prisão imunda, enquanto... Enquanto me regozijo com a "justiça" ? Um rapaz foi acusado de ter encomendado a morte da mãe do seu filho. Morte violenta e desnecessária. Nem o corpo da moça foi encontrado. O rapaz, tudo perdeu. Inclusive sua liberdade. Cumpriu uma pena que não discutirei se justa ou não. Mas cumpriu o que foi determinado. Ele merece uma segunda chance? Eu não daria! Mas, e se fosse meu irmão? Eu?... Que justificativas seriam usadas para justificar a tão proclamada segunda chance? Escrevo e logo percebo... Não há respostas para nossas perguntas. Então siga com o baile. Eu continuarei julgando quem me aborrece e continuarei justificando quem me simpatiza.
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