- A vida! Simples assim... Sem titubeios. A vida nasce de um milagre repetido em cada parte deste planeta, diariamente. Sendo a vida tão importante! Quem a tira, seria o que? Um monstro cruel, quem sabe, Satã encarnado... Uma mão que apunhala, merece receber a flor do perdão? Merece por acaso o perdão, aquele homem que num momento planejado ou impensado, calou uma voz? Pra onde se encaminham as almas assassinadas? E as assassinas? Todo questionamento traz outro e outro, nos levando a resposta nenhuma. Mas uma coisa é certa! Ninguém em tempo algum, pode se sentir um Deus para que decida sobre a vida de um semelhante. Mas contudo, diante do valor da vida e se eu desrespeitar o mandamento que é de Deus e do homem? Não matarás! E aquele que matou? Ele merece pela mão de outro assassino, ser morto, tendo por sua vez, este novo assassino ser morto pela mão de outro?... E quando isso acabará? Quando nenhuma mão terrena houver? As questões são infinitas. Há quem seja contra mortes seguidas, em nome da vida. Deixemos que a justiça seja feita... A justiça humana é tão falha como qualquer humano. Mas se houve o cumprimento da pena proferida, a vida tirada não devolvida, merece que a vida vivida, seja em seu nome sacrificada até que seja sua vez de cerrar os olhos? Não se pode ter uma segunda chance? Mas e aquela história que todo mundo merece uma segunda chance? Ah sim! Mas desde que... Desde que não nos sentimos afrontados. Como ver um aperto de mãos, entre aquele que desferiu o golpe e um cidadão de bem? Quem matou, não merece estar entre aqueles que gritaram, atirem na masmorra e jogue fora a chave, para que apodreça numa prisão imunda, enquanto... Enquanto me regozijo com a "justiça" ? Um rapaz foi acusado de ter encomendado a morte da mãe do seu filho. Morte violenta e desnecessária. Nem o corpo da moça foi encontrado. O rapaz, tudo perdeu. Inclusive sua liberdade. Cumpriu uma pena que não discutirei se justa ou não. Mas cumpriu o que foi determinado. Ele merece uma segunda chance? Eu não daria! Mas, e se fosse meu irmão? Eu?... Que justificativas seriam usadas para justificar a tão proclamada segunda chance? Escrevo e logo percebo... Não há respostas para nossas perguntas. Então siga com o baile. Eu continuarei julgando quem me aborrece e continuarei justificando quem me simpatiza.
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