Toda uma vida, não me tornará apta a responder este questionamento de uma existência.
Passamos parte de nossas vidas, tentando fazer o que parece ser o melhor... Tomamos decisões embasadas naquilo que acreditamos ser o correto para todos... Inclusive em detrimento de nós mesmos. Nossa satisfação é plena, diante de nossas renúncias para o bem comum. Mesmo nos sentindo prejudicados, renunciamos por acreditar que outros serão beneficiados e esta certeza é nosso consolo para prosseguir sem arrependimentos ou tristezas. Fiz o melhor pra todos. Este se torna nosso mantra para viver bem com aquilo que acreditamos ser nosso dever. Minha vida, se resume em abrir mão e recomeçar. Abrir mão pelo bem comum e recomeçar, pois não existe outra alternativa. E assim, seguimos, até orgulhosos de nosso gesto autruista. Mas, ninguém vem nos dizer que esse gesto nós trará dissabores e até mágoas futuras. Por acreditarmos que estamos corretos em nossas escolhas, seguimos, esperando que tudo siga seu curso de forma tranquila, aguardando que o futuro nós beneficie com os louros de nosso sacrifício. Mas eis que a vida vem e mostra que as lágrimas, renúncias, sacrifícios e solidão não serão postos na balança e seremos cobrados por fazer o esperado; o que parecia correto... E acabamos pagando um preço alto demais. Nossa alma vai se entristecendo de uma forma que passamos a duvidar de tudo, inclusive de nós mesmos. De nossa capacidade de distinguir o certo do CERTO... Porque não posso crer, que estivesse certa e pudesse estar sendo tão ferida, de forma gradativa e contínua.
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